Vocês andam assistindo bastante coisa nas olimpíadas? Eu sim...
Ontem tivemos um empate triplo pela medalha de prata nos 100m borboleta masculino (51,14s para Michael Phelps, Laszlo Cseh e Chad Le Clos); Anteontem, foi um empate na medalha de ouro (52,70s para Simone Manuel e Penny Oleksiak), e isso levanta uma questão interessante: por quê não se cronometra as provas de natação com maior precisão? Seria uma questão de tecnologia?
A resposta é: sim e não. Teríamos a capacidade de cronometrar com muito mais precisão - milésimos de segundo seriam brincadeira de criança, e a tecnologia nos deixaria chegar facilmente aos milionésimos de segundo... Hoje, com os sensores automáticos nas raias e tudo o mais, a precisão no disparo e parada do cronômetro seria mais que suficiente, também.
Mais que isso: na década de 1970 usava-se a cronometragem com milésimos de segundo... inclusive, em 1972 Gunnar Larsson bateu Tim McKee nos 400m Medley por 0,002s... e foi aí que resolveram mudar a coisa.
Acontece que, por uma série de motivos construir coisas grandes (uma piscina tem 50m de comprimento) com uma precisão maior que alguns cm é basicamente inviável - até porque as dimensões mudam com a temperatura, com os movimentos naturais do solo... e até mesmo com a presença de nadadores na água! Levando isso em conta, o regulamento exige que a piscina olímpica tenha 50m, com uma tolerância de 3cm - e aí é que vem o xis da questão... Na velocidade média em que um nadador olímpico nada, 0,002s equivalem a aproximadamente 3mm - dez vezes menos que a tolerância na construção! Ou seja, podemos garantir com boa segurança quem chegou primeiro entre os três dos 100m borboleta, mas ninguém pode garantir que os três nadaram exatamente a mesma distância...
Por isso, a natação só cronometra até os centésimos de segundo... física pura!
http://regressing.deadspin.com/this-is-why-there-are-so-many-ties-in-swimming-1785234795
Nenhum comentário:
Postar um comentário